sexta-feira, agosto 27, 2010

POLÍTICA E SOCIEDADE - Lula inventou uma fábula



por Eduardo Eliseu

Freud explica o Lula: ele sofre de um intenso e pertubador complexo de inferioridade em relação ao FHC, que o leva a obstinadamente tentar mostrar que seu
governo é melhor do que o dele. Certamente também se sente menor diante das pessoas pq não estudou e não gosta de ler .Precisa demais da
aprovação de terceiros, e sofre pq a imprensa não levanta a sua bola.O OtávioFrias tocou no dedo da ferida.A sua maior virtude é capacidade de liderança,
além da ser muito carismático.Parece ser um lider de massa, e orador, maior do que Getúlio, mas este negócio de líder sindical, ou de massa, é coisa
ultrapassada.

Vou contar uns casos: em 1979 ele veio a Divinópolis, junto com uns líderes sindicais ( Ormarzinho- um grande orador, Alemão,Djalma Bom ) para um
comício de lançamento do PT, no auditório do colégio São Geraldo, quando ,aliás, o Lula conheceu o Luiz Dulci e ficou impressionado com o mesmo.
O comício lotou, muitos operários, e agitação foi tão intensa que dias depois irrompeu uma greve de metalúrgicos na cidade.A polícia caiu em cima dos
inexperientes líderes e eles todos fugiram para uma cidade vizinha= Itáuna. Lá eles estavam desolados, sentados em uma praça pública e sem idéia de
como proceder.Foi quando o Caderninho foi ao telefone público e ligou a cobrar para o sindicato de São Bernardo e conseguiu por o Lula na linha.
Ai ele deixou o tel pendurado no gancho e foi lá nos sindicalistas e falou que o Lula queria falar com eles. O Lula tinha conhecido todos eles, dias antes,
e passou um sabão, além de dar orientações, nos caras.Eles criaram coragem e voltara para Divinópolis, reassumindo a coordenação da greve.Todos
perderam os empregos e agora foram idenizados pela comissão de anistia.

Durante a estadia dos líderes aqui, por um fim de semana, percebemos que era um grupo altamente enebriado com a fama recente.O Lula se vangloriava das
jornalistas que ele comia ( alô Contribuinte,pode escrever " comia" aqui"?), e era uma cachaçada só, e jogo de truco..Mas também me lembro dele triste
e isolado em um canto por que estava ausente em um dia de aniversário de um dos seus filhos.Ele gostou do Caderninho, e -anos depois- o reconheceu
e deu-lhe um abraço, em uma noite de autógrafos em BH.

Uns anos depois ele voltou a Divinópolis e o Celso Aquino, um comunista histórico, já falecido, quis me sacanear ( sacanear pode, Contribuinte?) e me apresentou a ele
dizendo que eu era o organizador do PTGay local. Neguei na hora, mas horas depois vi que não adiantou: à noite, na saída do discurso que ele fez em um
recinto fechado, ele me viu( eu estava junto da minha mãe) ,se aproximou e bateu a mão no meu ombro e disse "tchau rapaz''. Na hora pensei:'ainda por cima eu aqui com a
minha mãe, agora ele deve estar 100% certo de que eu sou gay'! Hehehe.

Li um depoimento dele em que ele conta o seguinte: quando trabalhava como torneiro mecânico na Villares, em São Bernardo , na hora do almoço ele ia
para o boteco em frente, tomava umas pingas, almoçva e depois ia jogar futebol, debaixo de um sol de meio-dia, e, terminado o horário do almoço, voltava para dentro
da fábrica e ia trabalhar.É notável que um sujeito deste chegou à presidência da república, e não fez feio.

PAC views : Agricultura Brasileira

http://pac-views.blogspot.com/2010/08/agricultura-brasileira.html

por tcisalpino

Muito legal o Blog Pedrão, parabéns!

Quanto a reportagem tem coisas interessantes, a parte da diferenças do modelo da agricultura de baixo subsidio e pesquisa é forte mas ela peca em alguns aspectos do contexto. Dizer que o Cerrado está a centenas de quilômetros da Amazônia está bastante equivocado, são biomas adjacentes, e tem muita soja no MT plantada na zonas de transição. Outra coisa, o cara poderia ter explorado mais os dados, não são apenas grande propriedades, cultivos importantes como a cana em SP tem um modelo híbrido, café, somos o maior produtor, inteiro em pequenas propriedades, e toda a horticultura e alimentos básicos como arroz e feijão idem, é um fato relevante porque, afinal somos 180 milhões de estômagos. Do ponto de vista ambiental o Cerrado é um ambiente de altíssima biodiversidade mas altamente ameaçado, não estou dizendo para preservarmos e morrermos de fome, estudos da ESALQ mostram que o Brasil pode dobrar a área plantada sem derrubar mais nenhuma árvore. Temos 60 milhões de hectares de áreas agrícolas, e outros 60 milhões de em áreas aptas à agricultura ocupadas com pastagens de baixíssima produtividade. Se imaginarmos aumento de produtividade então aí dá pra quase quadruplicar a produção. É ingênua também essa visão de que esses ambientes de cerrado e savana são pobres então não se precisa preservar, são ambientes riquíssimos que também precisam ser protegidos ou bem manejados. Ele não disse exatamente isso mas o argumento dá margem para essa interpretação. O que a ciência diz hoje em dia, o que se lê na Nature, Science, é que a preservação, sistemas agrícolas bem manejados apresentam maior produtividade, por conta de fatores relacionados à disponibilidade de água, manejo do solo, polinização, reciclagem de nutrientes entre outros. Mas o ponto mais interessante da questão ambiental é que o país planta muito mas ainda preserva bastante, ainda temos 70% da Amazônia, uns 35% do Cerrado e 7% da Mata Atlântica...

segue abaixo algumas informações sobre o Cerrado, coitado, tão largado...

http://www.conservation.org.br/onde/cerrado/

O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, localizado em uma grande área do Brasil Central. Por fazer fronteira com outros importantes biomas, (a Amazônia ao norte, a Caatinga a nordeste, o Pantanal a sudoeste e a Mata Atlântica a sudeste) a fauna e flora do Cerrado são extremamente ricas.

Na região existem mais de 10.000 espécies vegetais, uma grande variedade de vertebrados terrestres e aquáticos e um elevado número de invertebrados. Espécies ameaçadas como a onça-pintada, o tatu-canastra, o lobo-guará, a águia-cinzenta e o cachorro-do-mato-vinagre, entre muitas outras, ainda têm populações significativas no Cerrado, reafirmando sua importância como ambiente natural.

Além da biodiversidade, os recursos hídricos da região ressaltam em quantidade e qualidade: nas suas chapadas estão as nascentes dos principais rios das bacias Amazônica, da Prata e do São Francisco.

Apesar do seu tamanho e importância, o Cerrado é um dos ambientes mais ameaçados do mundo. Dos mais de 2 milhões de km² de vegetação nativa restam apenas 20% e a expansão da atividade agropecuária pressiona cada vez mais as áreas remanescentes. Essa situação faz com que a região seja considerada um Hotspot de biodiversidade e desperte especial atenção para a conservação dos seus recursos naturais.

Estudos realizados pelos pesquisadores do Programa Cerrado da CI-Brasil indicam que o bioma corre o risco de desaparecer até 2030. Dos 204 milhões de hectares originais, 57% já foram completamente destruídos e a metade das áreas remanescentes estão bastante alteradas, podendo não mais servir aos propósitos de conservação da biodiversidade.

O desmatamento do Cerrado é alarmante, chegando a 1,5% ou três milhões de hectares/ano. Isso equivale a 2,6 campos de futebol/minuto. Esforços de todos os setores da sociedade são necessários para reverter esse quadro.

Veja ao lado o estudo sobre o desmatamento do Cerrado.

Durante o XIX Encontro Internacional da Sociedade da Biologa da Conservação, pesquisadores e ambientalistas assinaram uma moção pedindo ao governo federal medidas urgentes de manutenção e expansão das áreas protegidas do Cerrado. Para saber mais, clique aqui.


Depois desse parágrafo só falta agora eu votar na Marina...

terça-feira, agosto 24, 2010

Olá a Todos!

http://pac-views.blogspot.com/

Olá a Todos!

Inauguro hoje o Blog do PAC. Meu objetivo com esse blog é criar um espaço permanente para discussão de temas variados, que seja acessível ao maior número possível de pessoas e onde os textos possam ficar amarzenados.

A idéia surgiu a partir do grupo Força Popular (http://f-popular.blogspot.com/ ; forca-popular@googlegroups.com) onde vários amigos se mantém informados e trocam idéias sobre temas diversos. Nos últimos tempos venho amadurecendo a possibilidade de construir um blog pessoal e o PAC views é o fruto dessa idéia.

Encerro dando boas-vindas e convidando-os a participar do Blog e compartilhar suas idéias.

Grande abraço,

PAC

quarta-feira, julho 28, 2010

Os problemas do Brasil

Os problemas do Brasil são infinitos e infindáveis. São tantos quantos grãos de areia em copacabana, ou coisas desses tipos. São enumeráveis, crimes, pobreza, corrupção.. Os problemas do Brasil são do tamanho de um Brasil. O Brasil muda, mas não de lugar. O Brasil é o império sul americano, colônia dos mares. País do futuro, sempre no passado.

Mais um vez se coloca portanto a velha e periódica questão: vale a pena pensar na política, no futuro, enfim, nos problemas do país?? Coisas além de nossas ações, que se referem a dezenas de milhões de pessoas. Nem mesmo os governantes tem, de fato, consciência de suas ações. Eu sinceramente não sei. Nem mesmo se a política trará algo necessariamente bom.

Quem é o mais preparado para lidar com esse caos? O Brasil foi provavelmente a grande revelação entre os países do mundo na primeira década de 2000. Economia crescendo e inflação controlada. De quebra, uma redução razooável na pobreza. Mas o que se vê agora é que ainda há mesmo muito para se fazer. O desafio é totalmente imenso. O Brasil ainda é um país de favelas, de crimes, baixa tecnologia e produtividade, além de corrupção em alta, problemas de todos os tipos... As conquistas do governo Lula parece que estão indo embora com ele. A Dilma tenta de todo modo surfar nessas glórias, mas a população já está mais acomodada na tarefa de escolhes seus líderes. Se não mostrar a cara e apontar um futuro, as coisas vão complicar para ela, porque a era Lula já acabou.

Estão começando definitivamente as campanhas pela presidência, e uma sucessão de fatos levará à escolha do(a) novo(a) presidente. Por força do destino - ou não. As coligações, os apoios políticos, tudo será usado pelos candidatos para alcançar seus objetivos. Que nem uma pia ou um nariz sendo desentupido, dapois da frutração com a copa, finalmente as tensões irão colapsar e colocar as coisas em panos quentes da melhor forma possível, com as esperanças de um novo Lula.

terça-feira, abril 27, 2010

Irã - um caso a ser pensado?

POR CONTRIBUINTE, DA "FORÇA POPULAR":

Eu realmente acho que a visão humanitária não serve para nada, pelo menos para entender o caso do Irã. Repete-se que o Irã não pode ter a bomba, que isso seria um absurdo, pois seria uma agressão contra a humanidade. Mas a verdade é que o mundo está entulhado de ogivas nucleares, capazes de explodir o planeta várias vezes. Eu até acho que a principal agenda mundial deveria ser a questão dos direitos humanos, mas os políticos não se preocupam com isso, ou pelo menos empregam suas energias minimamente para isso. Está cheio de genocídios, chacinas, extermínios, torturas em massa ocorrendo pelo mundo, e ninguém dá a mínima para isso. Sem contar as crises humanitárias de fome, aids, malária, êxodos em massa de populações, etc. Os recursos, econômicos e políticos, empregados para combater esses problemas são mínimos, muito menos do que se emprega para tentar conter o desenvolvimento da bomba pelo Irã, porque esse, afinal, é um problema de Israel e, por extensão dos EUA.

O discurso que eles vendem é que os aiatolás são fanáticos, portanto, podem querer destruir todo o mundo. Isso é verdade; poder acontecer, pode, mas, primeiro, quais as condições para isso acontecer? Mesmo que o Irã venha a ter a bomba, Israel tem várias delas e pode retrucar de forma veemente rapidinho. Além do mais, com a capacidade nuclear que temos hoje, as potências chegam a uma condição de empate: desde a Guerra Fria, ficou claro que é impossível ir para o ataque frontal com outra potência militar. Não há incentivo para isso. Por outro lado, há incentivo para cada um se armar cada vez mais, mesmo que nem adiante muita coisa, estocando armamento, para aumentar a capacidade de barganha nas disputas políticas. Pelo menos o mundo ainda não aprendeu que isso também é meio sem lógica.

Segundo, os soviéticos também não eram fanáticos? Os russos nâo são fanáticos? Os chineses não são fanáticos? O Bush não é fanático? A verdade é que mesmo no caso das democracias nucleares, ainda existe um sério risco para todo o mundo de um louco querer usá-las de forma "errada". O extremismo tem voz no mundo todo, e em qualquer país nuclear, um grupo político radical pode ascender. Enfim, dados esses exemplos, minha tese é que, como regra de bolso, mesmo sendo um fanático, um líder não estaria disposto a fazer besteiras, porque restaria a ele uma boa dose de "instinto de sobrevivência".

Hitler é o caso mais lembrado, tanto pela sua expansão militarista, como pelo fato que ele resolveu se auto-destruir no momento em que viu que ele iria perder - logo, nem é tão irracional assim... Lógico que as potências européias da época erraram por terem imposto pesados danos alemães no pós primeira guerra e, no momento seguinte, terem apenas observado a militarização alemã e o início da expansão sem terem se armado em contraponto. Várias explicações podem ser tentadas para entender porque os países europeus agiram dessa forma; com certeza eles tiveram incentivos econômicos, políticos, etc, para agirem assim.

O que eu acho em relação ao Irã é que o mundo inteiro deve peitá-lo sim, mas, uma vez que o problema é principalmente dos EUA e de Israel, os países não nucleares podem conseguir mais benefícios com essa história. Primeiro porque, como citado, a agenda mundial está exageradamente voltada para essa questão do Irã - e de Israel, para variar. Existem mais coisas além disso para disuctir na ONU. A questão do meio ambiente, negligenciada pelo Obama, é só mais uma delas. Segundo, porque os países nucleares querem impedir que os países não-nucleares conseguiam a bomba, mas não fazem nada para desmantelar o próprio material, ou seja, ainda está enraizada a ideia de que quanto mais acumular ogivas melhor, pelo menos o país que assim se portar vai ficar parecendo, e apenas parecendo, mais poderoso.