domingo, novembro 08, 2009

Do Orkut, dia 05 de Nov:

Bilman
"Aécio!!!!
http://blogdojuca.blog.uol.com.br/
Isso é imprensa?"


pedro
"ai tem aquela velha discussão entre liberdade de imprensa x privacidade....eu acho q imprensa deve ser livre, mas nao concordo com esse tipo de intromissão...Teve aquela reportagem ( que ainda por cima foi capa) da veja sobre o fábio assunção q tb foi uma palhaçada."


Joao Hernani
"estava discutindo exatamente isso com uma amiga minha, num aniversario na terça-feira.ele é reporter da radio Itatigaylo (sic), e falou que a irmã do Aécio proibiu que qualquer coisa relacionado ao assunto fosse publicado aqui em MG, e de fato isso ocorreu, so fiquei sabendo do ocorrido pela boca dela.este é um assunto interessante, pois neste exato momento acabei de enviar um e-mail de repudio ao Diário dos Associados sobre a total falta de respeito e não cobertura da despedida do Sorín.deixando as paixões clubísticas de lado, há de se reconhecer que foi um evento grandioso e que SEQUER FOI CITADO no portal UAI, no Estado de Minas ou no programa Alterosa Esporte nos dias 03 e 04 de novembro.somente houve algum destaque hoje, no dia 05, APÓS a realização do evento.tudo isso ocorreu pq o Diario Associados perdeu para a Rede Globo o direito de transmissao da partida, e nitidamente boicotaram o evento.Isso é atitude de uma empresa que se diz idonea e imparcial?bom, isso foi um exemplo do meio esportivo mas serve para todos os meios, principalmente a politica. "



Marília
Verba
Nas reuniões entre prefeituras e o governo de Aécio dizem que é muito comum o estado oferecer de uma hora para outra (no meio da reunião) verba para os municípios.Mas essa verba só é liberada caso certas exigências sejam cumpridas. E é muito difícil ter toda a documentação que ele pede na data-prazo. Raramente se consegue... Malandragem? Ou será que os prazos procedem....?





Pessoal,
essa é uma questão muito importante mesmo. A imprensa é a única maneira de ficarmos sabendo do que ocorre além da esquina de nossas casas.
Mas não criemos a imagem utópica de que ela será um dia realmente imparcial ou de que as pessoas envolvidas na produção da notícia só querem que todos fiquem melhor imformados possível. Afinal, não existe o fato: existem as versões.
Num mundo feito de política e economia, a imagem e a grana pesam bastante, e a mídia é uma maneira recorrente de investir em imagem.
Não é à toa que vários grupos empresariais enveredam para o negócio da comunicação. Haja vista, a igreja de Edir Macedo (pra cutucar o marcelão), que, para melhor pastorear as massas, resolveu comprar uma emissorazinha.
A mídia mineira é realmente tolhida pelo governo de Aécio, todos comentam. Vamos continuar batalhando, com a útopia em mente, por uma imprensa melhor.

sexta-feira, novembro 06, 2009

Castração Química

Recentemente , esta se discutindo o uso da castraçao química contra os pedófilos, a fim de se evitar que o indivíduo pratique outro crime. O mais incrível, é que em alguns países ,como na Polônia, a castraçao é obrigatória . Em outros,pelo menos, o réu poderia escolher fazer ou não a castraçao, evitando ,assim, a pena - o que é discutível, pois é complicado falar em liberdade quando alguém está condenado a vários anos de cadeia.

Reportagem do Jornal Nacional :


E aqui um texto da Folha de São Paulo de 1978 sobre o Laranja Mecânica, que pode ser um bom paralelo com essa questão atual , do Estado querer condicionar os individuo a agirem de acordo com a lei :

STANLEY KUBRICK: A ARTE DA VIOLÊNCIA




Contrapondo-se à violência individual, o Estado impõe com violência seus parâmetros de normalidade. Suas instituições distinguem o aceitável do inaceitável e descem impunemente o cacete nos cidadãos que resistem ao enquadramento. Esta é a grande lição política de "A Clockwork Orange", (Laranja Mecânica), o filme de Stanley Kubrick que os europeus assistiram em 1972 porque nenhuma censura procurou na época infantilizá-los sob o pretexto de que a história seria um mau exemplo para os que sublimam uma carga de agressividade.

Anthony Burgess, que publicou há 16 anos o romance do qual se extraiu o filme, é um inglês intuitivo que beirou a genialidade a partir de uma premissa banal. Linguista, poliglota e entusiasta de James Joyce - é o autor de dois ensaios e de uma edição abreviada de "Finnegans Wake" - ele procurou forjar para seus personagens uma linguagem bem particular, recheada de neologismo. Mas o que não passaria de um bom recurso literário acabou fornecendo à "Laranja Mecânica" um dos eixos básicos para sua leitura política. E isso porque os personagens - situados um pouco antes do ano 2000 - exprimem-se num inglês misturado a sons e a palavras russas. Sintetiza-se uma aproximação entre a violência estatal das superpotências. Pouco importa se apenas uma delas, a União Soviética, possui seus dissidentes oficiais e seus asilos psiquiátricos. Esse tipo de repressão, denunciado publicamente bem depois da publicação do livro de Burgess, é comum a todo Estado que atua segundo o dogma dos detentores de um saber: o que é bom e o que é mau.

Alex, o personagem central encontra-se com outros marginais de seu bando numa cafeteria futurista chamada "Korovo Milkbar", onde se toma um leite vitaminado chamado Moloko, que jorra pelos seios de uma enorme e sensual boneca. Para qualificar as coisas que lhe aprazem, ele usa a palavra "Horroshow", em inglês quer dizer espetáculo de horror. Mas em russo a palavra "Horosh" significa excelente, perfeito. São pequenas ambiguidades semânticas que determinam um enfoque moral meio ambiguo do banditismo praticado.

Malcon Macdowell, interpretando o papel de Alex, é uma espécie de trombadinha da "science-fiction". Rouba, é capaz de linchar suas vitimas pelo prazer de vê-las sofrer, e não tem nada de um marginal que apela para a violência a fim de obter dinheiro. A sociedade em que vive se define pela opulência. Ele próprio dispõe de um fantástico equipamento de som para se deliciar com a Nona Sinfonia de seu compositor predileto, Ludwig Van. É de Beethoven que se trata, embora a partitura tenha sofrido uma adaptação meio cafona, em que vozes e instrumentos da orquestra foram substituídos pelos sons de um sintetizador eletrônico.

Pois bem, Alex é traído por seus companheiros de noitada e cai em mãos da polícia. Transforma-se no detento 6655321 de uma prisão estatal chamada Prita 84-F. Um belo dia, um psicólogo chamado dr. Branom propõe que, em troca de uma libertação antecipada, ele se submeta ao "Método Ludovico", destinado a curá-lo da violência.

O método seria um recurso narrativo cômico se não caricaturasse com tanta perfeição teorias cientificas consagradas. Trata-se do mais puro behaviorismo, que consiste em "condicionar" o paciente a rejeitar todo comportamento "anormal". Alex é colocado num palco onde se obrigam a assistir filminhos com cenas de violência inegável. Mas antes dessas sessões cinematográficas, injetam-lhe um medicamento que lhe provoca insuportável náusea. Associando as cenas ao mal-estar físico, ele neutraliza sua agressividade natural e se transforma num "cidadão modelo".

Ora, o "Método Ludovico" representa no filme de Kubrick toda uma teoria pela qual se define a ciência oficial. Ou seja, a verdade. O ideal do Estado é ter sob seu comando cidadãos que não contestem uma paz estabelecida. O marginal Alex é de certa maneira um subversivo. Ao aceitar o conceito de normalidade que lhe impõem durante o tratamento, ele não tem apenas aniquilado seu potencial de marginalismo. E sobretudo, um conformismo social que se manifesta.

A coisa é extremamente sutil. Se o público não concorda moralmente com a violência gratuita de Alex, o desenrolar do filme leva o mesmo público a descobrir que o cidadão pacífico torna-se sinônimo de indivíduo destruído.

É por isso que a dupla Burgess-Kubrick não construiu, com a Laranja Mecânica, uma simples apologia às violências, conforme a interpretação dos simplistas e reacionários. Há nessa postura uma enorme hipocrisia. Do faroeste ao "chefão", e do policial inglês da década de 40, aos seriados produzidos para a TV, a violência física já se incorporou aos ingredientes cinematográficos para que possa constituir um mau exemplo que o espectador se disporia imediatamente a imitar.

Não é nada disso. O que Kubrick demonstra é que os marginais e as instituições do Estado (sobretudo quando elas empunham o bastão da "ciência") praticam uma violência idêntica.

Bem após o sucesso comercial de "Laranja Mecânica", um outro filme levantou genialmente o problema, e chegou inclusive a ganhar um Oscar. Foi "The Flight Over The Cou-Cou Nest" ("Um Estranho no Ninho", no Brasil), de Milos Forman. É claro que, desta vez, o paciente de um asilo psiquiátrico mostrava-se com menor ambiguidade e o público ficava a seu lado a partir das primeiras cenas. Ele era vítima do sistema, como se diz, do começo ao fim. Mas entre Forman e Kubrick há a proposta semelhante de não permitir que os qualificativos retrógrados e de simplismo moralista sejam aplicados apenas aos indivíduos que se considera "anormais". É preciso igualmente, interrogar a ideologia que se esconde por detrás da definição desses parâmetros de normalidade.

terça-feira, novembro 03, 2009

Último ditador argentino é julgado

Último ditador argentino é julgado por crimes contra direitos humanos

Em Buenos Aires (Argentina)
O general Reynaldo Bignone, de 81 anos, último ditador argentino entre 1982 e 1983, sentou-se nesta segunda-feira no banco dos réus de um tribunal, na abertura de um julgamento oral contra ele por crimes contra os direitos humanos, informou um funcionário da justiça.

Bignone, que cumpre prisão domiciliar, é acusado de práticas de sequestro e torturas contra 56 vítimas, ocorridos nos centros clandestinos de detenção conhecidos como 'La casita' e 'El campito' que funcionaram no quartel militar de Campo de Mayo, na periferia oeste de Buenos Aires.

O militar assumiu a presidência de fato durante a ditadura (1976-1983), em julho de 1982, na agonia do regime cívico-militar, depois de perder a guerra das Malvinas (Falklands) contra o Reino Unido.

O acusado entregou o poder em dezembro de 1983 ao falecido ex-presidente social democrata Raúl Alfonsín (1983-89), eleito nas urnas.

Em relação a este general do exército pesam ainda otras causas, uma por roubo de filhos de desaparecidos, e outra por sequestros e torturas a médicos e enfermeiros de um hospital da periferia oeste de Buenos Aires.

Pelos crimes em Campo de Mayo, junto a Bignone, estão sendo julgados cinco ex-chefes militares, entres eles os generais Fernando Verplaetsen (84) e Santiago Omar Riveros (83).

Na Argentina há 204 causas abertas por violações aos direitos humanos durante a ditadura, nas quais estão sendo julgados 526 repressores, dos quais 385 se encontram detidos, segundo um recente levantamento do Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS).

Umas 30.000 pessoas desapareceram durante a ditadura e 500 bebês nascidos durante o cativeiro de suas mães foram roubados, dos quais 97 recuperaram sua verdadeira identidade, segundo organizações de direitos humanos.

link: http://http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2009/11/02/ult34u227376.jhtm
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No Brasil, o passado ainda é bastante obscuro... Talvez seja um fator que explique o porque de ainda haver muitos relatos de torturas em prisões e quartéis do nosso país. Talvez explique isso :http://http://noticias.r7.com/rio-e-cidades/noticias/governo-de-sc-vai-investigar-agressao-dentro-de-presidio-20091103.html

segunda-feira, novembro 02, 2009

Sobre todas as teorias e pensamentos

Eleições presidenciais 2010 - Dilma consegue importante conquista

FERNANDO RODRIGUES

Massacre na TV

BRASÍLIA - Daqui a um ano, em 31 de outubro de 2010, um domingo, será realizado o segundo turno da eleição presidencial -caso nenhum candidato tenha obtido pelo menos 50% mais um dos votos válidos na primeira rodada.
Com tanto tempo pela frente, é impossível e uma irresponsabilidade prever resultados. Em todas as eleições presidenciais brasileiras recentes só havia incógnitas 12 meses antes do pleito.
Feita a ressalva, vale registrar a consolidação crescente do condomínio lulo-petista a favor de Dilma Rousseff. Ao mesmo tempo, vai ficando emparedada a oposição com a trinca PSDB, Democratas e PPS.
No terceiro pelotão das composições eleitorais estão as candidaturas isoladas de Ciro Gomes (PSB) e de Marina Silva (PV). Hoje, Dilma teria a seu favor PT, PMDB, PDT, PR, PRB e PC do B.
Com essa configuração, a candidatura petista ao Planalto já garante 50% a mais de tempo de rádio e de TV do que o seu opositor direto, seja ele José Serra ou Aécio Neves.
O eleitor brasileiro ainda se informa de maneira geral pela TV ou rádio. A mídia impressa é para a elite. A internet permanece em fase de crescimento. Em resumo, ter mais tempo no horário eleitoral não garante vitória a ninguém. Mas é um obstáculo grande ficar sem um espaço confortável nessa janela de comunicação direta com os cidadãos.
Esse é o ponto principal a nortear toda a estratégia de alianças comandada por Lula e pelo PT.
Em eleições anteriores, sempre algum candidato presidencial teve prevalência em relação aos demais no tempo de TV. A diferença em 2010 é que a superioridade de um dos lados tende a ser avassaladora como nunca se viu.
Nas contas do PT, Dilma Rousseff terá de 60% a 70% do horário eleitoral. É um rolo compressor, embora não se saiba como a candidata de Lula usará tanto tempo assim na frente dos brasileiros.

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E se trata mesmo de uma conquista importante , se pensarmos que vivemos em um país onde a televisão é o principal formador de opinião.