segunda-feira, novembro 02, 2009

Nova lei sobre as drogas pode ir para o congresso ainda este ano...

http://terratv.terra.com.br/Noticias/Brasil/4194-253606/Deputado-do-PT-quer-legalizar-o-uso-da-maconha.htm
Eu só acho esse discurso às vezes meio simplista...aliás, eu ainda não vejo um discurso de direita (econômica), liberal, no brasil. Psdb é social democracia...esse discurso da eficiência é apenas uma jogada de marketing dos líderes que mal mal sabem e propõe alguma coisa. Sabemos que boas intenções todos nós temos...a questão é sempre como fazer, como administrar, etc. francamente, nao acho que esses médicos (alckimim) e sociólogos saibam realmente o que fazer. Discursos comprados são fáceis, mas o alckimim não conseguiu nem mesmo defender as privatizações nas últimas eleições. O Lula mesmo, por outro lado, até propôs a constituinte no início do ano para reformar os sistema político, mas ninguém fez nada. Se ele se omitiu em problemas estruturais, é também verdade que ele não é o culpado pelas coisas serem como são.

Para onde vamos?

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091101/not_imp459542,0.php

Para onde vamos?


Fernando Henrique Cardoso

A enxurrada de decisões governamentais esdrúxulas, frases presidenciais aparentemente sem sentido e muita propaganda talvez levem as pessoas de bom senso a se perguntarem: afinal, para onde vamos? Coloco o advérbio "talvez" porque alguns estão de tal modo inebriados com "o maior espetáculo da Terra", de riqueza fácil que beneficia poucos, que tenho dúvidas. Parece mais confortável fazer de conta que tudo vai bem e esquecer as transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não da lei, dos bons costumes. Tornou-se habitual dizer que o governo Lula deu continuidade ao que de bom foi feito pelo governo anterior e ainda por cima melhorou muita coisa. Então, por que e para que questionar os pequenos desvios de conduta ou pequenos arranhões na lei?

Só que cada pequena transgressão, cada desvio vai se acumulando até desfigurar o original. Como dizia o famoso príncipe tresloucado, nesta loucura há método. Método que provavelmente não advém do nosso príncipe, apenas vítima, quem sabe, de apoteose verbal. Mas tudo o que o cerca possui um DNA que, mesmo sem conspiração alguma, pode levar o País, devagarzinho, quase sem que se perceba, a moldar-se a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade que pouco têm que ver com nossos ideais democráticos.
É possível escolher ao acaso os exemplos de "pequenos assassinatos". Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal-ajambrada? Mudança que nem sequer pode ser apresentada como uma bandeira "nacionalista", pois, se o sistema atual, de concessões, fosse "entreguista", deveria ter sido banido, e não foi. Apenas se juntou a ele o sistema de partilha, sujeito a três ou quatro instâncias político-burocráticas para dificultar a vida dos empresários e cevar os facilitadores de negócios na máquina pública. Por que anunciar quem venceu a concorrência para a compra de aviões militares, se o processo de seleção não terminou? Por que tanto ruído e tanta ingerência governamental numa companhia (a Vale) que, se não é totalmente privada, possui capital misto regido pelo estatuto das empresas privadas? Por que antecipar a campanha eleitoral e, sem nenhum pudor, passear pelo Brasil à custa do Tesouro (tirando dinheiro do seu, do meu, do nosso bolso...) exibindo uma candidata claudicante? Por que, na política externa, esquecer-se de que no Irã há forças democráticas, muçulmanas inclusive, que lutam contra Ahmadinejad e fazer mesuras a quem não se preocupa com a paz ou os direitos humanos?

Pouco a pouco, por trás do que podem parecer gestos isolados e nem tão graves assim, o DNA do "autoritarismo popular" vai minando o espírito da democracia constitucional. Esta supõe regras, informação, participação, representação e deliberação consciente. Na contramão disso tudo, vamos regressando a formas políticas do tempo do autoritarismo militar, quando os "projetos de impacto" (alguns dos quais viraram "esqueletos", quer dizer, obras que deixaram penduradas no Tesouro dívidas impagáveis) animavam as empreiteiras e inflavam os corações dos ilusos: "Brasil, ame-o ou deixe-o." Em pauta temos a Transnordestina, o trem-bala, a Norte-Sul, a transposição do São Francisco e as centenas de pequenas obras do PAC, que, boas algumas, outras nem tanto, jorram aos borbotões no Orçamento e mínguam pela falta de competência operacional ou por desvios barrados pelo Tribunal de Contas da União. Não importa, no alarido da publicidade, é como se o povo já fruísse os benefícios: "Minha Casa, Minha Vida"; biodiesel de mamona, redenção da agricultura familiar; etanol para o mundo e, na voragem de novos slogans, pré-sal para todos.

Diferentemente do que ocorria com o autoritarismo militar, o atual não põe ninguém na cadeia. Mas da própria boca presidencial saem impropérios para matar moralmente empresários, políticos, jornalistas ou quem quer que seja que ouse discordar do estilo "Brasil potência". Até mesmo a apologia da bomba atômica como instrumento para que cheguemos ao Conselho de Segurança da ONU - contra a letra expressa da Constituição - vez por outra é defendida por altos funcionários, sem que se pergunte à cidadania qual o melhor rumo para o Brasil. Até porque o presidente já declarou que em matéria de objetivos estratégicos (como a compra dos caças) ele resolve sozinho. Pena que se tenha esquecido de acrescentar: "L"État c"est moi." Mas não se esqueceu de dar as razões que o levaram a tal decisão estratégica: viu que havia piratas na Somália e, portanto, precisamos de aviões de caça para defender o "nosso pré-sal". Está bem, tudo muito lógico.

Pode ser grave, mas, dirão os realistas, o tempo passa e o que fica são os resultados. Entre estes, contudo, há alguns preocupantes. Se há lógica nos despautérios, ela é uma só: a do poder sem limites. Poder presidencial com aplausos do povo, como em toda boa situação autoritária, e poder burocrático-corporativo, sem graça alguma para o povo. Este último tem método. Estado e sindicatos, Estado e movimentos sociais estão cada vez mais fundidos nos altos-fornos do Tesouro. Os partidos estão desmoralizados. Foi no "dedaço" que Lula escolheu a candidata do PT à sucessão, como faziam os presidentes mexicanos nos tempos do predomínio do PRI. Devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão. Estes são "estrelas novas". Surgiram no firmamento, mudaram de trajetória e nossos vorazes, mas ingênuos capitalistas recebem deles o abraço da morte. Com uma ajudinha do BNDES, então, tudo fica perfeito: temos a aliança entre o Estado, os sindicatos, os fundos de pensão e os felizardos de grandes empresas que a eles se associam.

Ora, dirão (já que falei de estrelas), os fundos de pensão constituem a mola da economia moderna. É certo. Só que os nossos pertencem a funcionários de empresas públicas. Ora, nessas, o PT, que já dominava a representação dos empregados, domina agora a dos empregadores (governo). Com isso os fundos se tornaram instrumentos de poder político, não propriamente de um partido, mas do segmento sindical-corporativo que o domina. No Brasil os fundos de pensão não são apenas acionistas - com a liberdade de vender e comprar em bolsas -, mas gestores: participam dos blocos de controle ou dos conselhos de empresas privadas ou "privatizadas". Partidos fracos, sindicatos fortes, fundos de pensão convergindo com os interesses de um partido no governo e para eles atraindo sócios privados privilegiados, eis o bloco sobre o qual o subperonismo lulista se sustentará no futuro, se ganhar as eleições. Comecei com para onde vamos? Termino dizendo que é mais do que tempo de dar um basta ao continuísmo, antes que seja tarde.

Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, foi presidente da República

terça-feira, outubro 13, 2009

Manifesto da Força Popular

Este é o texto inicial da FORÇA POPULAR, um movimento popular de Belo Horizonte, aberto às mais diversas opiniões.


"Liberdade" e "vontade" - Qualquer ação, para valer alguma coisa, já dizia Lock, deve envolver essas duas palavras. Antes de tudo, a pessoa deve ser livre para decidir o que quiser, para ter consciência das coisas; então, ela poderá optar, escolher, agir ou falar. Ninguém pode defender uma ideia ou um interesse se estiver sendo obrigada a isso. Se não tivermos liberdade e vontade as ações estarão fadadas ao fracasso, mesmo que a curto prazo haja um aparente sucesso. Com elas, uma ação flui naturalmente, pois as pessoas sabem o que é bom pra elas e escolhem isso - realmente "ganham" em suas relações. Em suma, não se pode obrigar as pessoas a fazerem o que elas não querem, e tudo que for feito deve ser feito por vontade própria e independente, mesmo que disso resulte alguma vontade social.



Milhões de brasileiros revelam-se indignados com as situações negativas e mazelas do mundo ao redor, sendo o mundo político, não por acaso, alvo geral de críticas. No entanto, não existe a possibilidade de uma participação efetiva das pessoas nos processos políticos que fuja dos meios tradicionais de mídia. Nossas conspirações são mentais, individuais - nunca conseguiremos compreender a realidade social e política da nossa cidade ou bairro, quiçá do país. Como fazer para possibilitar uma atuação das pessoas de forma livre e independente? Existem diversos grupos populares, desde a associação de rua ao grupo da faculdade, que cumprem muito bem seus objetivos locais. No entanto, a sensação é de que são vários, pequenos e fragmentados, e de que sempre falta algo ou algum lugar a mais para estar. Com certeza, essa sensação não será perdida tão cedo, em qualquer nível social, pois a sociedade não suporta mais visões totalitárias sobre o mundo. A política e a possibilidade de atuação democrática do povo são vistas com descrença, o que é positivo por um lado, pois visões romantizadas dos políticos e dos coordenadores de ações e relações sociais no geral não podem perdurar se o que importa é o bem-estar de todo o povo. Qualquer ação social que se diga digna deve oferecer alguma utilidade prática a sua localidade, não se pode fazer nada verdadeiramente se apoiado no sonho doentio de alguns.


Hoje as fontes de informações são bastante desconcentradas, ou pelo menos muito mais acessíveis do que eram há algumas décadas atrás. A própria universidade, considerada tradicionalmente a “meca” do conhecimento, não pode mais ser vista como tendo o monopólio dele, apesar de ainda guardar grande credibilidade para ratificar ou não as “verdades” sociais. A explosão da internet trouxe à tona o completo derrame das informações a partir dos grupos tradicionais, de forma que não existe mais uma elite delimitada detentora das ideias, e portanto, das ações. Cabe ressaltar que um conhecimento generalizado é também específicos em suas propostas, e, portanto, não é tão generalizado assim.


Nosso objetivo não é formar um grupo particular, restrito, mas um grupo com a maior diversidade possível, de modo a abrir um espaço livre, irrestriro e gratuito para as livres opiniões. Além disso, procuramos uma forma mais fácil de interação que ajude de fato a todos. Não nos sentimos donos de qualquer verdade. Iremos nos pautar no senso de convivência próprio de quem está de alma tranquila. Também não queremos fingir termos uma importância que não temos, apenas discutir falar ideias para serem pensadas com calma . Gostaríamos de ser uma força paralela, investigativa e questionadora dos três poderes e da sociedade no geral, que não ignore a realidade e apenas dessa forma possa ter alguma relevância. O essencial é que as conversas propiciem a nós, participantes, inspirações da melhor qualidade.







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quarta-feira, setembro 23, 2009

Sob a bandeira do Brasil